Você sabe como dar um feedback construtivo? Veja algumas dicas e entenda mais sobre como você pode desenvolver a sua equipe de forma emocionalmente saudável!

Seja no dia a dia profissional, seja na vida pessoal, sempre que lidamos com outras pessoas precisamos pensar na comunicação assertiva. Desse modo, ao oferecermos um feedback — positivo ou negativo — a respeito de algo, precisamos pensar em como torná-lo construtivo e desenvolvedor. Continue a leitura e veja mais sobre o feedback construtivo a seguir.

Uma conversa em que o objetivo é apontar as qualidades e os pontos que a pessoa precisa aprimorar é uma maneira de alinhar os pensamentos de um grupo.

No meio profissional, por exemplo, equipes de trabalho que sabem lidar com o feedback, produzem mais e trabalham mais motivadas. Em síntese, conflitos podem ser resolvidos e ideias promissoras surgem em situações como essas.

Nessa perspectiva, para o feedback não ser visto como um castigo ou algo desmotivador, pensamos em algumas dicas para você aprender a fazê-lo de um jeito construtivo. Confira!

Por que pensar antes do feedback é importante?

O feedback ainda é uma prática envolta de um certo receio. Muitas pessoas acabam não criando uma abertura para esse tipo de crítica, pois não reconhecem o quanto ela é essencial para melhorar as relações interpessoais. Prova disso é o fato de que esse é um momento em que todos podem trocar informações e construir, quando necessário, novos modos de pensar.

Quando fornecemos um retorno sobre as atitudes de alguém, estamos lidando com as emoções dessa pessoa. Por conta disso, é possível que ela enxergue o feedback como algo ruim. Geralmente, isso acontece por conta de interpretações erradas, que deixam o outro pronto para discordar e discutir negativamente.

Para um amigo ou um colaborador da sua empresa se sentir motivado ou produzir mais, um feedback:

Como o feedback pode ajudar no autoconhecimento?

Esta atitude é importante para identificar erros, acertos e conquistar evolução pessoal e profissional. Dessa maneira, mesmo quando negativo, o feedback deve ser construtivo. Para tanto, ele precisa ser útil para quem o recebe, seja para mudar, seja para dar continuidade a algo que está dando certo.

Quando a pessoa quer se autoconhecer, ela busca dentro de si tudo aquilo que a faz sentir que a vida tem sentido. A partir de uma proposição da visão do outro sobre ela, é possível aumentar a autoconsciência e, consequentemente, a autoconfiança.

Quais as melhores maneiras de conduzir um feedback construtivo?

Uma pessoa que vai oferecer um feedback, na empresa, em casa, no grupo de amigos etc., e pretende que ele seja construtivo, precisa ser respeitosa, mostrar-se confiante, não julgar, entre outros pontos que citaremos abaixo:

Evite começar a falar pelos pontos negativos

Como veremos na técnica do feedback sanduíche, a melhor maneira de começar esse processo é levantando os pontos positivos da pessoa.

Por pior que seja a situação, sempre há algo que podemos encontrar de bom nas atitudes dessas pessoas. Por isso, comece a conversar a partir desses pontos, para depois tratar das possíveis críticas em forma de sugestões e ao final evidenciar novamente atitudes, comportamentos e resultados positivos.

Até quando o feedback é positivo, falar sobre outras boas conquistas da pessoa pode ser motivador e construtivo.

Defina as regras da conversa

Um feedback, principalmente no meio empresarial, precisa ser planejado. Dificilmente uma atitude tomada com a cabeça quente terá efeitos positivos. Pense em “o que”, “quando”, “onde” e “por que” falar com essa pessoa sobre determinado assunto. Além disso, se possível, anote tudo em um papel, para não sair do foco na hora da conversa em si.

Você precisa conhecer e reconhecer o que quer alcançar com esse papo, por isso, todo feedback deve apontar para uma direção, ou seja, ter uma finalidade. A certeza do propósito real da conversa é um dos caminhos mais curtos para conquistar a confiança do outro.

Faça perguntas e escute

Quando há regras bem definidas, como: quem fala primeiro e quem ouve, e vice-versa, a conversa tende a ser mais produtiva, não dando espaço para defesas e acusações. Por isso, não dê um tom de acusação para a conversa. Afinal, vocês não estão em um tribunal e um feedback não pode ser intimidador, em nenhum momento.

Aproveite para entender o que a pessoa tem a dizer sobre o fato que você destacou como positivo ou negativo, em seu feedback para ela. Dedique-se a ouvi-la e esteja aberto a mudar sua opinião, caso a pessoa apresente argumentos válidos para tal.

Atente-se à frequência dos feedbacks

Os elogios sempre serão bem vindos, porém, quando direcionados sempre para uma única pessoa em um único grupo, pode criar um clima ruim, pois algumas pessoas podem achar que estão sendo desmerecidas ou diminuídas. Por isso, sempre que possível, elogie todo o grupo e pessoas diferentes dentro dele. O mesmo acontece com o uso frequente do feedback corretivo (negativo).

Utilize a técnica do sanduíche

Vamos pensar em um sanduíche em que: temos um pão para a base, o recheio e o pão para fechar. Para construir um bom feedback dentro dessa proposta você precisa:

Um feedback pode ser um elogio à alguma tarefa bem executada ou um levantamento do que pode ser melhorado para uma próxima tentativa de executá-la. O essencial é que quem o faz atente-se às reações de cada pessoa e busque ser objetivo, abrindo espaço para um diálogo saudável e construtivo.