Muito se fala sobre a importância do autoconhecimento, inclusive para a carreira, mas por onde começar esse processo? Conheça reflexões, ferramentas para entender e colocar em prática!

Qual é a importância do autoconhecimento para a vida pessoal? Enorme. E para a vida profissional? Tão grande quanto.

Essa não deve ser uma informação nova para você, mas sair da teoria sobre o processo de autoconhecimento e começar a prática pode ser! Pensando nisso, o Na Prática reuniu conceitos e ferramentas introdutórios sobre autoconhecimento. Eles vão te ajudar a começar uma reflexão sobre si mesmo, sobre sua carreira, e também sobre como se autodesenvolver (ou seja, puxar o seu próprio desenvolvimento).

Ao investir em autoconhecimento, você entende melhor quem é, o que quer e como chegar lá. Saber disso te ajuda a tomar decisões melhores tanto na vida pessoal (Eu quero mudar de cidade ou continuar perto da minha família? O que eu mais valorizo nas outras pessoas? Quais são minhas principais fraquezas? E meus pontos fortes?) como na carreira (Eu tenho perfil para trabalhar em uma cultura forte e sob pressão? O que eu valorizo em um emprego? Salário é importante para mim? Por que não estou feliz na minha profissão atual?).

Lembre-se que, já que você está sempre mudando, a jornada de autoconhecimento é um processo contínuo. A boa notícia é que muitas das reflexões e ferramentas contidas nessa matéria podem ser reutilizadas sempre que você precisar.

Por que pensar sobre si mesmo?

Qual é sua história? Quais são seus valores? Suas motivações? Como os outros personagens da sua vida entendem que você é?

Calma, este não é o começo de nenhuma reflexão filosófica sem fim: são apenas seus pontos de partida para praticar o autoconhecimento.

Ao começar a responder algumas dessas questões, você também começa a ligar os pontos da sua identidade, algo que terá consequências positivas em diversas áreas da sua vida.

Afinal, quantas vezes você já não se pegou pensando “por que disse isso ou aquilo?” ou “como posso saber se aqui é o lugar certo para mim?”. Ao entender melhor como pensa e sente, você consegue enxergar tudo com mais clareza.

A melhor parte? Você pode inclusive fazer isso sozinho: só precisa de papel, caneta e uma mente aberta ao se fazer estas perguntas.

Anote também as duas primeiras dicas: escreva tudo que vier à mente e não se censure.

Não existem respostas certas ou erradas, então deixe o julgamento do outro lado da porta.

5 reflexões para começar o processo de autoconhecimento

Abaixo, há uma série de vídeos rápidos de especialistas da Fundação Estudar que vão ajudá-lo com ferramentas e conceitos para iniciar (de verdade!) esse processo.

Reflexão 1 – Como eu ajo?

Imagine que você está em uma entrevista de emprego e alguém lhe pergunta: quem é você?

Quando você pensa em seu modo de agir, quais são as principais palavras que vem à cabeça?

Reflexão 2 – O que me faz feliz?

Quais lugares te trazem mais bem estar? Que atividades que dão prazer? Com que tipo de pessoa você se sente bem? O que faz seus olhos brilharem?

Ao escrever absolutamente tudo que vem à mente, você cria seu “mapa da felicidade”. A ideia aqui é que você entenda melhor o que te faz feliz. É um exercício simples, mas poderoso.

Reflexão 3 – O que os outros pensam sobre mim?

Para o bem ou para mal – e, frequentemente, um pouco de cada! –, nossa autopercepção é naturalmente enviesada.

Por isso, é sempre bom ampliar o leque de perspectivas e perguntar para amigos, familiares e colegas que convivem com você: o que acham que faço bem? O que acham que posso melhorar?

Reflexão 4 – Quais são meus pontos fortes e fracos?

Primeiro, faça duas colunas numa folha de papel. De um lado ficarão seus pontos fortes (aquilo em que você é bom, elogiado e se destaca) e do outro, seus pontos fracos (que atrapalham sua performance, que já foram apontados como pontos de melhoria ou de que você sente falta).

Depois, pense em sua performance no ano anterior e dê um exemplo real seu para cada ponto no papel. Quando esses pontos se mostraram presentes?

Por fim, pense no que deveria ter seu desenvolvimento prioritário – e não são sempre os pontos fracos! O que realmente te atrapalha ou prejudica? O que traz mais resultados ou teria mais impacto? Há um ponto forte que você pode elevar para se transformar em um expert, por exemplo.

Reflexão 5 – Que marca quero deixar no mundo?

Grandes ou pequenas, boas ou ruins, todos deixam marcas entre as pessoas com quem convivem.

Então reflita por um momento: como você gostaria de ser lembrado? E como pode construir ou fortalecer essa percepção daqui para frente.